A preparação começa no final de setembro, segundo o analista de grão do Imea/MT, Cleber Noronha, isso ocorre logo depois do vazio sanitário. “O plantio de soja depende muito da disponibilidade de precipitação, que em condições normais, ou seja, sem influência de El niño e La niña, corre na segunda quinze de setembro, logo quando se encerra o período de vazio sanitário, no dia 15 deste mês”, explica o analista.
Para o presidente do sindicato de Sinop, Antonio Galvan, ano passado demorou a chover, e atrasou o plantio. “O nosso plantio começa, quando começa a chuva, porque depende da umidade do solo. Ano passado a chuva demorou, veio só depois da segunda quinzena de outubro”, relata o presidente.
De acordo com o Imea/MT a área plantada na safra 2011/12 terá uma expansão, cerca de 220 mil hectares (ha), chegando a 6,6 milhões ha. O presidente do sindicato de Sinop acredita que deve ter um aumento em torno de 3 a 5% de aumento da área, “isso se o período de estiagem acabar em até 25 ou 30 dias”, argumenta.
Confirmando o que o presidente disse, o analista também acha que a estiagem é um fator extremo e incontrolável. “É difícil de ser estimado, que depende de forças climáticas, então, podem ocorrer em qualquer período e o agricultor está sujeito à escassez de água no período de desenvolvimento da lavoura”. Ele ainda ressalta que se ocorrer uma estiagem, a lavoura de mais “idade” e a precoce podem sofre por falta de umidade.
Conforme o Imea/MT, o solo ainda não está propício para o plantio, e nem se deve plantar, mas toda a preparação pode ser feita neste período de vazio sanitário. Em algumas regiões, tais como o oeste e médio-norte, muitas áreas já estão sendo trabalhadas, só esperando a chuva.
Safra passada
A venda da última safra do milho, 2010/11, já chegou a 86%, sete por cento a mais que no mesmo período do ano passado, que era de 79%. Com essa crescente comercialização do grão, estima-se que um terço da safra de 2011/12, estimada em 8,9 milhões de toneladas, já esteja comercializado. Os dados são do Instituto Matogrossense de Economia agropecuária (Imea/MT).
Ainda nem acabou a safra atual e os produtores já estão pensando na próxima, comprando insumos no mercado. De acordo com o Imea/MT o ritmo está sendo iguala ao da soja. “Pelo menos na aquisição da ‘cesta báscia’ para plantar e controlar as pragas, parece está tendo força no mercado. Acompanhando o mesmo ritmo da comercialização da safra 2011/12 de soja, que se encontra com 33%, o milho já comprometido em alguns municípios do Estado, tem apresentado o mesmo percentual”, diz o boletim do Imea/MT.
Para o Imea/MT, nunca tinha ocorrido isso antes e ainda pode estar superior ao percentual citado. “Seguindo esse ritmo de antecipação da safra, e com as cotações também apresentando uma linha crescente, o comprometimento do milho pode superar a da oleaginosa. Tanto que, aproveitando os bons preços do cereal, o produtor tem conseguido efetuar a troca do produto físico da safra futura por insumos”.
Venda
A comercialização de soja e milho da safra 2010/11 foi antecipada, devido aos bons preços no mercado. A soja conta com 94% já comercializados, e 33% confirmados para a safra 2011/12. O milho, até o momento, já foi comercializado 86%, segundo os dados do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea/MT).
Segundo o analista de grão do Imea/MT, Cleber Noronha, esse procedimento de comercializar o produto antecipado, é para aproveitar o momento de venda. “A comercialização antecipada é uma forma de seguro, pois, garante a ‘troca’ por insumos, ou mesmo, para aproveitar um bom momento do preço no período de cotações altas devido a baixo estoque.
De acordo com o superintendente do Imea/MT, Otávio Celidônio, o preço do milho está superior, comparado com 2010. “A tendência é que os preços se mantenham acima do preço mínimo, que é de R$ 13,98 a saca. E é justamente este cenário. O preço da saca do milho chega a R$ 21,50 no Estado, que é 126% maior da cotação do ano anterior, quando o produto podia ser comprado na média de R$ 9,50 a saca”, explica.
Para o presidente do sindicato de Sinop, Antonio Galvan, a área plantada de milho, pode aumentar. “Pode ocorrer um leve aumento, hoje têm cerca de 1,75 milhão hectares, deve aumentar até 5%, cerca de 1,8 milhão ha.
Jornal Folha do Estado - Economia - 2011